um pedido de desculpas ou a explicação
(…) O objeto que dou não é mais tautológico (te dou o que te dou), é interpretável; tem um sentido (vários sentidos) que extrapola seu endereço; por mais que eu tenha escrito teu nome na minha obra, é para “eles” que ela foi escrita (os outros, os leitores). É portanto por uma fatalidade da própria escritura que não se pode dizer de um texto que ele é amoroso, mas apenas, a rigor, que ele foi escrito “amorosamente”, como um bolo ou um chinelo bordado.
BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso.
Muito legal seu blog, menina; grande abraço!