da vanessa

na redação

Publicado em vida animal por vanessa em janeiro 27, 2010

entre uma pauta de reportagem e outra:

- A Alinne Moraes já terminou o namoro com o Mateus Solano pra ficar com o…Mateus Solano?

- Não sei quem é toda essa gente.

porta e janela ou resposta

Publicado em desabafos por vanessa em janeiro 25, 2010

Eu espero você abrir esta porta,

a mesma que eu já fechei tantas vezes nas nossas caras.

Eu espero você surgir de asas e me tirar daqui

e me levar para aquele lugar que em algum momento admirável já foi nosso.

Eu esqueço todas as razões

e me sobrecarrego de intenções,

porque te esperar no silêncio é como gritar contra o infinito;

A angústia me alucina

e do finito eu já estou cheia.

Espero a surpresa e(m) você vindo me buscar

e juntos caindo por esta janela que nós já conhecemos antes mesmo

do que somos.

Somos.

Porque éramos não vamos ser mais.

diagnóstico

Publicado em desabafos por vanessa em janeiro 22, 2010

(há dois anos)

um encantamento sem restrições.

A novela sempre me trazendo citações.

baralho

Publicado em desabafos por vanessa em janeiro 15, 2010

Entre nós só há uma mesa e eu sou o seu maior desafio. Os nossos papeis estão sobrepostos ao baralho: nesta história, somos os dois caça e caçador.

Aqui, o blefe é a melhor intenção: além disso, só vai existir a mortalidade.

Eu fico na mesa até o fim e pago pra ver: o requinte está em cada lágrima e sorriso que eu tapeio entre as jogadas. De ti, só compro as armadas. E continuamos seguindo assim, de olhos dados.

De tudo, o maior problema é que as cartas não são minhas.

Mas o jogo, esse continua sendo meu.

intervalo

Publicado em vida animal por vanessa em janeiro 15, 2010

Não há nada mais engraçado no mundo do que, você, no trabalho, com ocupações transbordando pelo nariz, se deparar com um corredor escuro cheio de pessoas festejando uma imprevista falta de luz. Não há nada mais triste no mundo do que você, no trabalho, desejando isso nunca mais ter fim, ver a luz voltar e todo mundo fingir que nada, absolutamente nada,

aconteceu.

reação

Publicado em desabafos por vanessa em janeiro 15, 2010

Ouvi a mesma história uma centena de vezes, mas em cada uma delas eu reagi diferente. Prefiro as reações primárias, que surgem dos gestos.

O cheiro, a íris, os poros e os dedos desfilando no tecido fino da tua camisa.

De repente, tudo foi nada e o que foi dito foi esquecido. Vou dormir com a cabeça no travesseiro e no son(h)o tranqüilo.

desejo

Publicado em desabafos por vanessa em novembro 27, 2009

Ah, como eu gostaria de estar em uma festa agora dançando Cyndi Lauper George Benson Baltimora e o João Penca e os seus Miquinhos Amestrados para esquecer mais uma vez deste circo de horrores onde ainda estou e fechar os olhos, vestir o negro, sentir as luzes e a época mais hipócrita da minha vida. Ah, como eu gostaria.

no brasileirão

Publicado em desabafos, vida animal por vanessa em novembro 8, 2009

Sobre os jogos do Inter:

Só bebendo.

OLIVEIRA, Almir Souza de.

amantes

Publicado em vida animal por vanessa em novembro 7, 2009

Sobreviveram às custas de um desejo inconcebível e de uma distância muito pequena: ele olhava pra ela que olhava pra ele e aí não enxergava mais qualquer coisa a não ser olhos muito pretos – um buraco negro.

Foi assim por um tempo: não passou dos conformes e do roçar dos pêlos dos braços nas atravessadas dos corredores apertados. Uma hora ou outra ficavam sozinhos na sala escura cheia de gente e sentiam a presença um do outro sem os olhos e sem o cheiro.

Não se cumprimentavam todos os dias. Nunca se despediram. Não pensavam um no outro quando estavam em casa.

Tudo acontecia na hora seguinte, quando se encontravam sem aviso prévio.

As vozes mudavam, os gestos com as mãos ficavam tão lentos, os corpos se moviam devagar, os olhares eram fulminantes.

Mas ninguém notava. E embora soubessem de tudo,
muito menos eles.

incentivo

Publicado em desabafos por vanessa em setembro 25, 2009

ao ouvir do seu chefe,

antes das reclamações, dos pedidos, de atender ao telefone e as pessoas, de fazer o chá e o relatório, de ler artigos e de prestar as contas,

que os seus olhos estão tristes.